quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Clima e Solos para o Abacaxi


Clima

O abacaxi é uma cultura de regiões tropicais, embora seja cultivado também em muitas regiões subtropicais. A temperatura mais adequada para o crescimento da planta varia de 22 ºC a 32 ºC, com faixa ótima entre 29 ºC e 32 ºC. Uma amplitude térmica diurna de 8 ºC a 14 ºC favorece o crescimento da planta e a qualidade do fruto. Os limites extremos de temperatura, quando o crescimento é paralisado, são +5 ºC e + 40ºC. A pluviosidade ótima para cultivo do abacaxizeiro situa-se entre 1.000 mm e 1.500 mm, com distribuição uniforme ao longo do ano. Entretanto, existem plantios comerciais de abacaxi em regiões semiáridas, com apenas 500 mm ao ano, e também em regiões altamente úmidas, com mais de 5.000 mm anuais. Com referência à luminosidade, o abacaxizeiro requer um mínimo de 1.200 a 1.500 horas de luz por ano, com quantidade ótima entre 2.500 e 3.000 horas por ano, o que corresponde a 6,8 a 8,2 horas de luz por dia. Temperaturas baixas, insolação elevada e sombra muito intensa são prejudiciais ao desenvolvimento geral do abacaxizeiro.

Solos


Exigências edáficas

O abacaxizeiro se desenvolve bem na grande maioria dos tipos de solos, entretanto é uma planta que requer solos com boas condições de aeração e drenagem, o que favorece o desenvolvimento do sistema radicular, com reflexos positivos no crescimento e na produção. O abacaxizeiro é bastante sensível ao encharcamento do solo, condição que prejudica o desenvolvimento e, consequentemente, a produção. É recomendável que o lençol freático esteja a mais de 80 cm a 90 cm da superfície do solo.
Os solos mais indicados para o cultivo do abacaxizeiro são os de textura areno-argilosa, profundos, de boa drenagem, boa aeração, pH variando entre 4,5 e 5,5, e bom teor de matéria orgânica, condições estas importantes para que a planta possa estabelecer um amplo sistema radicular. Os solos de textura arenosa (até 15% de argila e mais de 70% de areia) também são utilizados para o cultivo do abacaxi, requerendo quase sempre a incorporação de resíduos vegetais e adubos orgânicos que melhorem as suas capacidades de retenção de água e de nutrientes.
Com referência aos aspectos físicos, os solos das diversas regiões produtoras de abacaxi do Tocantins atendem às principais exigências dessa cultura; porém, em relação aos atributos de fertilidade química, apresentam geralmente alguma deficiência em fósforo, magnésio e, menos frequentemente, em potássio. Predominam solos com acidez média, com o pH entre 4,5 e 5,5, faixa esta considerada ideal para o cultivo do abacaxi, e sem alumínio ou com baixa acidez trocável.

Escolha do terreno

Os abacaxizais devem ser instalados em regiões classificadas como preferenciais e toleradas pela cultura, observando-se as condições de aptidão edafo-climática em relação às exigências do abacaxizeiro. O plantio deve ser instalado em área plana ou levemente ondulada (declividade inferior a 5%), profundidade efetiva superior a 80 cm, textura média (areno-argilosa), boa drenagem, e pH de 4,5 a 5,5. A instalação de abacaxizais em áreas com declividade superior a 5% requer a adoção de práticas de conservação do solo e de preservação ambiental. É recomendável instalar o plantio próximo a uma fonte de água de maneira a facilitar o suprimento hídrico suplementar durante os períodos secos, assim como para a aplicação de agroquímicos. Os plantios devem ser instalados em regiões classificadas como preferenciais e toleradas pela cultura, observando-se as condições de aptidão edafoclimática e compatibilidade às exigências do abacaxizeiro.

Preparo do solo

Em áreas para primeiro plantio, o agricultor deve proceder de acordo com a legislação ambiental vigente, efetuar destoca, roçagem, aração e gradagens. Em áreas anteriormente cultivadas com abacaxi, o preparo do solo deve consistir de uma aração e de gradagens em número suficiente para possibilitar bom enraizamento e expansão do sistema radicular e, por conseguinte, bom desenvolvimento da planta. A depender do tipo do solo, a aração e a gradagem devem atingir em torno de 30 cm de profundidade. A aração não é recomendada para solos muito rasos, devendo-se efetuar apenas gradagens leves. É importante manter os restos do plantio anterior como cobertura morta ou proceder sua incorporação ao solo, contribuindo assim para aumentar o teor de matéria orgânica e promover a ciclagem de nutrientes (Figura 1).


Foto: Aristoteles Pires de Matos
Figura 1. Corte e manutenção dos restos do cultivo anterior como cobertura da superfície do solo

Estima-se que em um hectare de abacaxi pode-se obter de 60 a 150 toneladas de matéria verde. Esse material pode ser usado também para outras finalidades, a exemplo da sua utilização para a alimentação animal, especialmente para gado bovino leiteiro (Figura 2). Esta é uma prática bastante comum em regiões com longos períodos de estiagem e escassez de alimentos verdes para os animais.

Fotos: Aristoteles Pires de Matos


Figura 2. Utilização dos restos culturais do abacaxizeiro na alimentação animal

Coleta de amostras de solos para análises químicas

Com antecedência de dois a três meses ao plantio, deve-se efetuar a coleta de amostras do solo para análise laboratorial, de modo que, se necessária, a calagem possa ser feita em tempo hábil. A coleta das amostras de solo deve ser efetuada à profundidade de, pelo menos 0 – 20 cm, seguindo-se as recomendações da assistência técnica ou dos laboratórios referenciados. No entanto, é aconselhável coletar amostra de solo também na profundidade de 20 cm – 40 cm.

Coleta de amostras de solos para análise nematológica

Os sintomas de incidência de nematoides na cultura do abacaxizeiro são frequentemente mascarados por deficiências nutricionais, tratos culturais inadequados, bem como a presença de outras pragas, como cochonilhas, fungos, vírus e/ou bactérias. Caso haja suspeita da ocorrência de nematoides, recomenda-se primeiramente que se faça uma estratificação da área de acordo com o histórico dos cultivos anteriores, presença de plantas infestantes e estrutura do solo. Em cada área homogênea, de um a três hectares, deve-se coletar em torno de 10 subamostras de solo, na profundidade de 0 - 30 cm; juntar as subamostras em um recipiente, misturar bem para constituir uma amostra composta, representativa da área estratificada. As amostras devem ser coletadas, pelo menos, 60 a 90 dias antes do plantio, para que as medidas de controle, se necessárias, possam ser efetuadas antes deste. As amostras, devidamente identificadas, devem ser protegidas do calor, não conter umidade adicional, podendo ser acondicionadas em sacos plásticos, procedendo-se a retirada do ar e devem ser encaminhadas para laboratório credenciado. Independentemente dos resultados obtidos, recomenda-se considerar a necessidade de se repetir as amostragens, seguindo a metodologia acima descrita, pelo menos 30 dias após o plantio da cultura, pois os fitonematoides possuem mecanismos de sobrevivência quando as condições não são favoráveis, dificultando sua detecção na ausência do hospedeiro. Em área onde houver o plantio da cultura, recomenda-se que sejam feitas também amostras do sistema radicular em plantas sintomáticas e em plantas supostamente sadias, pois alguns fitonematoides possuem diferentes hábitos de parasitismo. Essa medida preventiva é importante, pois uma vez estabelecidos, sua eliminação na área de cultivo pode se tornar impraticável.

Correção de acidez do solo

Caso seja necessária a correção da acidez, a mesma deverá ser realizada dois meses antes do plantio, mediante aplicação de calcário dolomítico, e a sua incorporação utilizando-se os meios disponíveis na propriedade (equipamentos de tração mecanizada ou animal, ou, ainda, manualmente).


quinta-feira, 24 de novembro de 2016

Cultivo do Caimito (Chrysophyllum cainito L.)



Origem: É originário dos bosques das florestas tropicais de altitude e das matas de galerias dos rios, distribuídos pelo oriente da Venezuela, Colômbia e Peru, aparecendo também na Amazônia Brasileira, tendo seu limite natural no estado de Minas Gerais


Características: A arvore atinge 10 a 20 metros na floresta, mais quanto cultivada cresce de 4 a 6 metros de altura, com copa arredondada, densa, que alcança o chão, o tronco é ereto, de 20 a 50 cm de diâmetro, com casca pardo-escura e sulcada. As folhas são persistentes, alternas, simples, glabras (sem pelos), onduladas, cartácea (consistência de cartolina) e adensadas nas extremidades dos ramos. A lamina foliar mede 10 a 20 cm de comprimento por 3 a 6 cm de largura, ligadas ao ramo por pecíolo (haste ou suporte) de 0,9 a 1,6 cm de comprimento, de coloração verde escuro e brilhante, com base cuneada (forma de cunha) e ápice acuminado (com ponta longa e aguda). As flores são hermafroditas e nascem nos ramos finos e desnudados, em fascículos (pequenos feixes ou grupos) com 3 a 7 flores de 1,4 cm de altura antes de desabrochar, sob pedúnculo (suporte) muito curto, de até 0,2 mm de comprimento. A flor é cíclica (tem vários seguimentos), diclamídea (com dois envoltórios), com simetria radiada e tem duas brácteas (tipo de folha protetora modificada) semelhantes a escamas. O cálice (invólucro externo) é formado de: 4 sépalas livres, apiculadas (com ponta aguda) de até 0,4 mm de comprimento e corola (invólucro interno) branco amarelada, de 6 a 7 mm de altura, com 4 pétalas soldadas e levemente tetralobada (com recorte apenas no ápice). Os frutos são bagas globosas ou alongadas, variando de 4 a 18 cm de comprimento por 3 a 11 cm de largura, pesando de 20 gramas a 1 kg.

Dicas para cultivo: Planta de crescimento moderado que adapta-se melhor em regiões tropicais onde produz grande safra de frutos, embora possa ser cultivado em regiões subtropicais, a produção regular é prejudicada, caso a temperatura no inverno caia abaixo de 5 graus, ou quando as geadas leves de até -1º queimam os ponteiros dos ramos. A temperatura ideal para a cultura, deve estar entre 22 a 30 graus, com chuvas bem distribuídas e em torno de 1,200 a 2.500 mm anuais. A altitude para melhor produtividade deve estar entre 650 a 1.900 m acima do nível do mar. Quanto ao solo deve ser profundo, permeável, bem drenado e com boa fertilidade natural, com pH entre 5,0 a 6,5.

Mudas: As sementes são oblongas (mais longa que larga) com casca castanha e lisa e com cicatriz no seu comprimento. São recalcitrantes (perdem o poder germinativo se forem secadas), por isso devem ser plantadas logo que despolpadas, em embalagens individuais de 17 cm de largura por 30 cm de altura, preenchidas com substrato organo-arenoso, coloca-se 2 sementes por embalagem que germinarão entre 20 a 45 dias, o desbaste é feito quando a planta estiver com 10 cm de altura, eliminando a planta mais fraca. O desenvolvimento das mudas é moderado, atingindo 30 a 40 cm de altura com cerca de 10 meses de vida, época em que podem ser plantadas em local definido ou usadas para enxerto de variedades selecionadas. As mudas formadas por sementes começam a produzir com 7 a 8 anos e as enxertadas frutificam em 2 a 3 anos após o plantio.

Plantando: Recomendo que seja plantada a pleno sol num espaçamento 6 x 6 (em climas subtropicais) ou 8 x 8 m (em climas tropicais) em covas abertas com no mínimo 2 meses antes do plantio, estas devem ter 50 cm nas 3 dimensões e convém misturar 2 pás de areia de rio + 6 pás de matéria orgânica aos 30 cm de terra da superfície da cova; misturando junto + 500 g de calcário e 1 kg de cinzas de madeira. A melhor época de plantio é outubro a novembro, convém irrigar 10 l de água após o plantio e a cada 15 dias se não chover, tomando esse cuidado no primeiro ano após o plantio.

Cultivando: A planta cresce moderadamente e não necessita de cuidados especiais, apenas deve-se cobrir a superfície com capim cortado e eliminar qualquer erva daninha que possa sufocar a planta. Deve-se fazer podas no fim do inverno para fazer a formação da planta eliminando ramos e brotos da base e todo o excesso de ramos que nascerem voltados para o interior da copa. Adubar com 3 pás de composto orgânico feito de esterco de galinha curtido e 30 gramas de NPK 10-10-10, dobrando a quantidade a cada ano até o quinto ano. Distribuir os nutrientes à 5 cm superficialmente a 20 cm do caule no inicio do mês de outubro.

Usos: Frutifica nos meses de fevereiro a abril. Os frutos são saborosos e consumidos in-natura, cortando-o em 5 partes e sugando a polpa com os lábios. Outra forma de consumi-los é passar manteiga nos lábios para que o látex não grude ou pegar a polpa com a ajuda de uma colher. A polpa do Abiu também pode ser transformada em geléias, refrescos e sorvetes. Na medicina popular a polpa mucilaginosa dos frutos é comida para aliviar tosses, bronquites e outras doenças pulmonares. A arvore é muito cultivada também em projetos de reflorestamento, visando fornecer alimento para a fauna.

O caimito, também designado por abio ou abio-do-pará ou ainda aguaí, é uma árvore sapotácea (Chrysophyllum cainito, L.).
Arbusto do país (Brasil), das Antilhas e de Caiena, onde recebe este nome; o fruto de seis centímetros de comprimento; de ordinário arredondado, oblongo, amarelo e pontiagudo; a casca fina, dura e viscosa, contem uma massa viscosa e branca, e caroços arredondados, que são escuros e lisos; come-se a fruta que de gosto agradável. Os abios cultivados são melhores o maiores do que os silvestres.
Em Portugal, é conhecido como cainito, ciniti, caninquié.
Nome da fruta: Caimito
Nome científico: Chrysophyllum cainito L.
Família botânica: Sapotaceae
Categoria:
Origem: Antilhas e América Central
Características da planta: Árvore geralmente com até 18 metros de altura, rica em látex. Folhas verde-escuras, lisas e brilhantes na face superior, pálido-esbranquiçadas na face inferior com muitos pêlos. Flores de coloração alva a creme, dispostas nas axilas das folhas.
Fruto: Tipo baga, globoso, roxo, azul ou esverdeado. Polpa esbranquiçada a vinácea, envolvendo quatro sementes de coloração castanhas a pretas.
Frutificação: Julho a dezembro.
Propagação: Semente e estaca
Quando se está diante de um caimiteiro, o que salta à vista imediatamente não é o seu fruto e sim o jogo de brilhos e cores que a árvore apresenta. Chegando a 18 metros de altura e abrigando uma elegante copa, são as folhas que regem o espetáculo: o verde muito escuro e brilhante, na parte superior, contrasta com o castanho-cobreado, quase dourado, na parte inferior. Observando-as em detalhes, percebe-se que as folhas são cobertas por finos pêlos, abundantes e sedosos, que exacerbam o brilho, conferindo deslumbre e encantamento àquele que se posta à sua frente, sobretudo em dias de sol forte.
Originário das Antilhas e muito frequente por toda a América central, o caimiteiro entrou no Brasil pela Amazônia, mas, perfeitamente adaptado, não se limitou a essa vasta região. A árvore não se deu por satisfeita enquanto não percorreu todo o litoral da costa atlântica, até alcançar a região sul do continente. E mesmo sobre o planalto conseguiu subir, ao menos nas regiões mais baixas.
Dessa forma, migrante insaciável, com a ajuda de pássaros e outros animais, a planta encontra-se hoje difundida por toda a América tropical. Em algumas partes, inclusive, é utilizada como árvore ornamental para sombreamento em áreas urbanas, o que não surpreende, dada sua beleza particular.
Seu fruto, conhecido como caimito ou camitié, é uma baga arredondada de coloração roxo-esverdeada do tamanho de uma laranja pequena. Parente do abiu e do sapoti, da família das Sapotáceas, muitos afirmam que o sabor da fruta é superior ao de suas parentes, ao menos para consumo ao natural.
A polpa da fruta, pegajosa e esbranquiçada, não é particularmente atraente, mas é doce. Quando o fruto é cortado pela metade, transversalmente, surge o desenho de uma estrela, o que lhe rendeu um simpático nome: em inglês o caimito é chamado de “star apple”.
Os frutos, maduros de julho a dezembro, não costumam ser encontrados nas feiras do país. Em compensação, têm a vantagem de poder ser transportados com tranquilidade, resistindo bem durante até 30 dias em geladeiras e frigoríficos.
Há quem defenda que a plantação de caimito deveria ser incentivada, nem que seja apenas para fins ornamentais e estéticos de apreciação da árvore. A Secretaria de Cultura da Paraíba, por exemplo, tomou uma excelente iniciativa a esse respeito, passando a vender e a distribuir mudas de caimiteiro a quem se dispuser a cultivá-lo.
A polpa dos frutos contém glicídeos, lipídeos, protídeos, além de sais minerais e pequenas quantidades de vitaminas A, B e C. As folhas são usadas como cicatrizantes de feridas. A casca da árvore, as folhas e também a casca do fruto têm efeito balsâmico (suavizam as mucosas respiratórias) e febrífugo, pelo que se utilizam contra a bronquite e resfriados. É também adstringente.

quarta-feira, 2 de novembro de 2016

Cultura do Sapoti (Acharas zapota)



Cultivo de sapotizeiro

O Sapoti (Acharas zapota) nativo do sul do México e da América Central, onde pode ser encontrado em abundância, espalhou-se por toda América tropical, Caribe e América do Sul e nas áreas mais quentes da Flórida. Nas regiões de origem é muito apreciado e considerado um dos melhores frutos pelo sabor característico. 
O sapotizeiro é caracterizado no Brasil como espécie exótica, sendo cultivada no Nordeste, especialmente na Zona da Mata, onde as condições climáticas e de solo são bastante favoráveis ao seu desenvolvimento. Em virtude do sabor e aroma dos seus frutos, o sapoti tem sido comercializado nos mercados regionais a preços bastante elevados. Em análises feitas pela Embrapa Agroindústria Tropical foi encontrado um alto grau Brix ( 25,98), em frutos colhidos dos experimentos conduzidos no Campo Experimental do Curu, em Paraipaba,CE. No Brasil, o maior percentual de consumo do sapoti refere-se ao fruto "in natura". Nos Estados Unidos, além de ser consumido ao natural, seu latex é utilizado na fabricação de chicletes. No México é utilizado também na fabricação de geléias, refrescos e xaropes. 



Plantio - Em Pernambuco o plantio é feito geralmente nos meses de maio e junho, e a colheita é feita dois anos depois, de junho a agosto, período de colheita relativamente curto. No Ceará, quase toda a produção de sapoti concentra-se na região metropolitana de Fortaleza e é proveniente, quase sempre, de plantios domésticos antigos. Essa situação está sendo revertida com a divulgação de técnicas de irrigação e a produção de mudas. Esse novo cenário tem estimulado os produtores, sobretudo os pequenos, pois o plantio irrigado propicia uma renda constante, uma vez que as plantas passam a produzir o ano todo, ao contrário de antes quando a oferta era concentrada nos meses de outubro, novembro e dezembro. 

Clima - O sapotizeiro, por ser uma planta de origem tropical, adapta-se bem em quase todo território nacional. É encontrado produzindo desde o nível do mar até 2.500m de altitude, onde as precipitações estão sempre acima de 1.000mm anuais. Plantas novas perecem em temperaturas abaixo de 0°C, enquanto plantas adultas sobrevivem em torno de 2°C 

Solo e Adubação - O sapotizeiro desenvolve em quase todos os tipos de solos, inclusive os calcários, entretanto adapta-se melhor aos solos ricos e bem drenados. 
Como sugestão de adubação a Embrapa Agroindústria Tropical, localizada em Fortaleza, CE, indica os seguintes fertilizantes e quantidades: na época do plantio - 670g/planta de superfosfato simples e 50 de FTE; plantio com um ano - 230g/planta de uréia, 380g/planta de cloreto de potássio e 50 de FTE; do segundo ano em diante - 975g/planta de uréia; 700g/planta de superfosfato simples; 600g/planta de cloreto de potássio e 80 de FTE. De acordo com pesquisa da Embrapa, o sapotizeiro mostrou-se muito bem adaptado ao solo e ao clima da região do Vale do Curu e Paraipaba, no Estado do Ceará. Para suprir as necessidades hídricas da cultura sugere-se aplicar uma média de 50 a 60 litros de água por planta, em dias alternados, nos solos arenosos, típicos do litoral cearenses, a irrigação localizada é a mais recomendada. 

Propagação - A propagação do sapotizeiro é feita normalmente por meio de sementes, obtendo-se os chamados "pé franco". Esta prática cria inúmeras desvantagens quando se tem em mente o estabelecimento, em escala comercial, desta fruteira tropical. A propagação vegetativa poderá ser feita por enxertia (encostia e garfagem em bisel), com bastante êxito. Nessa ocasião os cavalos devem ter seguintes dimensões: comprimento de 90 -110 cm e espessura de 7-10 mm. 
O plantio das mudas devem ser no período em que as chuvas estejam regularizadas, utilizando-se um espaçamento de 8 m x 8 m e uma cova de dimensão de 0,40 m x 
0,40 m. 

Poda - Deve-se podar as plantas adultas pelo menos uma vez por ano, para manter o crescimento controlado. A copa nunca deve ultrapassar três metros de altura, isto para facilitar a colheita e todos os tratos culturais. 

Pragas - As principais pragas que atacam o sapotizeiro são: as brocas do caule e dos ramos, e a mosca das frutas. 

Colheita - A colheita é realizada quando os frutos se encontram no estágio "de vez". Os frutos após colhidos são lavados de preferência em água morna, ocasião em que também são retirados os resquícios do cálice, a fim de evitar o fluxo do latex, melhorando dessa maneira a aparência dos frutos. 



Para uma leitura mais sucinta, sugiro os slides, clique nas duas setinhas para visualizares em tela cheia






quinta-feira, 27 de outubro de 2016

Cultivo da Calabura (Muntingia calabura L.)



Nome da fruta: Calabura
Nome científico: Muntingia calabura L.
Família botânica: Tiliaceae
Categoria:
Origem: Brasil, na região amazônica; região andina
Características da planta: Árvore geralmente com até 13 metros de altura. Folhas grandes, alongadas, com bordas serradas ou dentadas. Flores alvas, reunidas em inflorescência.
Fruto: Tipo baga, arredondado, de coloração vermelha. Polpa comestível, adocicada, contendo muitas sementes.
Frutificação: Durante o ano todo
Propagação: Semente
Muntingia calabura
Calabura é o nome vulgar da espécie arbórea Muntingia calabura, da família Muntingiaceae. Seus frutos são pequenos, globosos e muito doces, sendo muito apreciados por aves e morcegos, peixes tornando 
Nome científico: Muntingia calabura
Classificação: Espécie
Classificação superior: Muntingia
Com uma copa organizada em diversas camadas horizontais, talvez seja a sombra o que mais se aprecia na calabura. As galhadas em patamares assemelham-se ao desenho dos galhos do chapéu-de-sol ou amendoeira-da-praia (Terminalia catappa). Por isso, o uso mais frequente da calabura é em arborização urbana, sendo encontrada com facilidade em cidades como São Paulo e em Brasília.
O crescimento rápido e a frutificação intensa e abundante também tornam a árvore uma ótima opção para plantios com espécies florestais, visando à proteção da fauna e a reconstituição de áreas degradadas.
Quanto ao fruto da calabura, sua principal peculiaridade é o fato de ser em tudo diminuto. Pequenina, a fruta chega a 1,6 centímetros de comprimento e, o que é mais surpreendente, pode conter muito mais de 4 mil sementes imersas na polpa. Segundo informações do Instituto de Pesquisas e Estudos Florestais (IPEF), para se chegar a 1 grama de semente de calabura, é preciso acumular sementes de dez frutas, ou seja, 44 mil minúsculas unidades, quando secas e limpas.
Originária das Antilhas e encontrada por quase toda a América Central, a calabura foi introduzida no Brasil na década de 1960, pelo Instituto Agronômico de Campinas, a partir de exemplares trazidos do Egito. Aqui, a árvore adaptou-se bem, mas seus frutos, embora contenham uma polpa suaveadocicada, aprazível de se comer ao natural, não conquistaram o púlblico geral.
Os maiores apreciadores do sabor da fruta, no entanto, são os pássaros, que a cercam em busca de seus frutos, presentes o ano inteiro. Reside aí outra bela surpresa da utilização da calabura na arborização de cidades: a atração de pássaros e de outras formas de vida
A Calabura (Muntingia calabura) é uma árvore da família Muntingiaceae, também conhecida como Pau-seda, cereja, bagas, cereja, bolaina, cacaniqua, capulín blanco, nigua, niguito, memizo ou memiso, aratilis e manzanitas.


Características

Esta árvore chega a medir de 7 a 12 metros de altura. Apresenta folhas grandes, alongadas, com bordas serradas ou dentadas. Suas flores são brancas e reunidas em inflorescências. O fruto é do tipo baga, arredondado, de coloração vermelha. Polpa comestível, adocicada, contendo muitas sementes. O fruto mede cerca de 1,6 centímetros de comprimento e, o que é mais surpreendente, pode conter mais de 4 mil sementes imersas na polpa.
A calabura apresenta-se como uma ótima opção para os plantios de enriquecimento ou mistos com as essências florestais, visando a proteção à fauna. Devido ao rápido crescimento e intensidade de frutificação, despertou grande interesse, ao setor de manejo de fauna e áreas silvestres, como uma espécie de enriquecimento da flora. Ela é muito utilizada em projetos de reflorestamento, por crescer em solos pobres e de sua eficaz propagação tanto por estaquia como por sementes são alternativas que permitem a produção de mudas e consequentemente plantio em maior escala. A propagação de suas semente por meio de aves e morcegos também é eficaz. A presença de diferentes espécies de pássaros como: cambacicas, sanhaçus, gaturamos, ferros-velhos… nutrindo-se dos frutos de calabura, reflete o potencial desta espécie nos programas de manejo de fauna e áreas silvestres. Na Índia, é usada em jardins urbanos por sua capacidade de crescer rapidamente e da produção de pequenos frutos que atraem muitos passarinhos.


Época de frutificação e florada

Floresce e frutifica várias vezes ao longo do ano. Apresenta frutificação intensa.

Cultivo

Trata-se de uma espécie pioneira que prospera em solos pobres, capaz de tolerar condições ácida, alcalina e seca. As suas sementes são dispersas por aves e morcegos frugívoros. Sua propagação se faz tanto por estaquia como por sementes que são dispersas por pássaros e morcegos.


Aves mais atraídas pela planta

Cambacicas, sanhaçus, gaturamos, ferros-velhos, fim-fins, e muitos outros…

Ocorrência natural

Nativas do sul do México, do Caribe, América Central, Ocidental, América do Sul, também no sul de Peru e Bolívia. Foi introduzida no Brasil pelo I.A.C. – Instituto Agronômico de Campinas, em 1962, e como é utilizada para recuperar áreas degradadas pode ser considerada nativa.



quarta-feira, 19 de outubro de 2016

Cultivo do Bacupari (Garcinia gardneriana)



Bacupari
Planta
Bacupari Sinonímia: Bacopari, Baacuri-mirim, Bacoparé, Bacopari-miúdo, Bacuri-miúdo, Escropari, Limãozinho, Mangostão-amarelo, Remelento Sinonímia botânica: Calophyllum madruno Kunth, Garcinia madruno Hammel, Rheedia acuminata Planch. Wikipédia
Nome científico: Garcinia gardneriana
Classificação: Espécie
Classificação superior: Garcinia

Nome da fruta: Bacupari

Nome científico: Rheedia gardneriana Planch. & Triana

Família botânica: Clusiaceae (Guttiferae)

Categoria:

Origem: Brasil – floresta pluvial atlântica

Características da planta: Árvore geralmente com 6 metros de altura, tronco reto com casca amarelo-esverdeada, estriada e copa piramidal. Folhas rígidas, verdes e brilhantes. Flores pequenas, esverdeadas, reunidas em inflorescências.



Fruto: Tipo baga de forma elíptica, amarelo-alaranjado quando maduro. Polpa comestível, mucilaginosa, alva, de sabor adocicado.



Frutificação: Janeiro a março

Propagação: Semente

Sempre à sombra de árvores mais frondosas, recebendo humildemente apenas a luz que atravessa as copas dos estratos superiores da mata, de norte a sul deste país-continente, esconde-se discretamente o  bacupari. Ou melhor, escondia-se quando a costa era recoberta pela Mata Atlântica.

Trata-se de uma árvore baixa, em geral com pouco mais de 5 metros de altura. Suas folhas e suas flores miúdas, branco-esverdeadas, fazem brilhar um verde diferente dos outros verdes da mata. O fruto, no entanto, é o que o bacupari tem de mais distinto.



Sustentada com igual discrição por um longo e fino pedicelo, a fruta apresenta uma casca de cor laranja manchada por marcas cinzentas e amarronzadas que salta aos olhos, envolvendo uma polpa esbranquiçada saborosamente doce. Refrescante e de sabor suave, essa polpa, que envolve duas grandes sementes, pode ser consumida ao natural e também produzir deliciosos preparados, na forma de sucos, sorvetes e doces.

O bacupari, entretanto, não é muito aproveitado, não sendo encontrado em feiras. Diferentemente do bacuri, seu parente próximo mais famoso, o aproveitamento comercial do bacupari é insignificante. Já teve maior importância, sendo ainda abundante no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina e muito mencionado pelos que estudam as plantas nesses estados.

Essa planta, cuja fruta é também conhecido como mangostão-amarelo e sacopari, pertence à família das Gutíferas e tem seu nome frequentemente confundido com o de seus parentes bacuri e bacuripari, mesmo em livros especializados.

Quanto à árvore, de porte elegante, sobretudo quando carregada de frutas, é de fácil adaptação a ambientes sobrios, fazendo com que tenha grande potencial para ser utilizada na ornamentação urbana.

O bacupari foi uma das tantas vítimas da destruição da Mata Atlântica. Atualmente, é cada vez maior a dificuldade de encontrá-lo, apesar dos esforços dos seus apreciadores, que o têm plantado em quintais e jardins públicos. Plantam-no à beira de rios ou lagos pois, embora prescinda do sol direto, o bacupari exige solo úmido. Em tempos menos poluídos, inclusive, povoou com destaque as margens do rio Tietê, que corta as terras paulistas rumo oeste.

Bacupari é a grande esperança contra o câncer



NOME INDIGENA: BACUPARÍ vem do tupi guarani e significa “fruta de cerca” por causa dos ramos ascendentes que crescem na horizontal quando a planta nasce em áreas abertas ou ainda porque os índios cultivavam para cercar suas roças. Também recebe o nome de Uvacupari, Bacoparí e Laranjinha.

Origem: Encontrado em todo o Brasil, na floresta Amazônica aparece nas florestas de terra firme, no cerrado surgem nas matas de galeria próximos a rios que descem das montanhas da mata atlântica e nesse ambiente está bem distribuída em formações primarias, em clareiras e nas restingas litorâneas desde o estado da Bahia até o Rio Grande do Sul. Na região sudeste a planta avança pelo interior e chega ao Pantanal onde aparece com freqüência nas bordas de matas. 

Observações: Com respeito a classificação cientifica, faltam estudos para uma melhor definição de espécies e suas respectivas variedades, pois na minha opinião a G, gardneriana é apenas uma variedade da espécie tipo G. brasiliensis e por isso considero essas duas espécies num único contesto. A única diferença aparente entre G. gardneriana e G. brasiliensis é que a primeira tem ramos jovens lisos e flores não perfumadas e a segunda tem ramos jovens ligeiramente ásperos e finamente papiloso (com laminas como papel) e flores perfumadas. Para alguns taxonomistas (que estudam a classificação) o rostro ou ponta presente nos frutos de G. bardineriana diferem-na de G. brasiliensis que tem fruto completamente redondo.

Características: arbusto de 2 a 4 m de altura quando em pleno sol; mais no interior da mata se torna uma arvore com 6 a 20 m de altura. A copa em pleno sol se torna densa, globosa. O tronco é ereto, verde esbranquiçado quando jovem, passando a ficar castanho pardacento quando envelhece, este tem 10 a 30 cm de diâmetro, sua casca é fina e quando ferida exsuda látex amarelo, abundante. As folhas são opostas, simples, cartáceas ou coriaceas (de textura grossa), lanceolada (com forma de lança) ou oblonga (mais longa que larga) presa ao caule sob pecíolo (haste ou suporte) de 6 a 15 mm de comprimento e canaliculado (semelhante a calha). A lamina mede de 7 a 16 cm de comprimento por 2 a 6 cm de largura, a base é atenuada (que se afina gradativamente) e o ápice é acuminado (com ponta comprida) ou aguda (terminando em ponta fina). As flores surgem em fascículos (pequeno feixe) ou isolada na axila das folhas ou entrenós, sob pedicelo (haste de suporte) de 1,5 a 3,5 cm de comprimento. Cada flor mede 1 cm de diâmetro quando aberta, contem cálice (invólucro externo) reduzido a 2 sépalas membranáceas de 2 a 3 mm de comprimento, ás vezes com canais marrons e corola (invólucro interno) com 4 a 5 pétalas livres, creme esbranquiçadas, reflexas (voltadas para a base) de 6 a 7 mm de comprimento por 3 a 5 mm de largura. Os frutos são bagas de 3 a 5 cm de comprimento por 2,5 a 3,5 cm de largura, arredondado ou oblongo (Mais longo que largo, de casca lisa.

Dicas para cultivo: É de fácil adaptação aos mais variados tipos de solo e climas, e por isso pode ser cultivado em todo o território brasileiro. Aprecia temperaturas medias de 12 a 28 graus para uma boa safra de frutos, embora seja resistente a quedas bruscas de temperatura de até -3 graus no Rio Grande do Sul, sendo indiferente a máximas de 43 graus quando cultivada no Nordeste e na Amazônia. Pode ser cultivado em solos argilosos de áreas inundáveis (plintossolo), em terra roxa ou vermelha de alta fertilidade (nitossolo ou latossolo) e solos brancos ou arenosos de rápida drenagem (argissolo); estes devem ter pH entre 4,5 a 7,0, sendo o nível de 6,0 ideal para cultura comercial e produção de frutos mais doces. As chuvas devem ser bem distribuídas e com uma estação seca de pelo menos 90 dias. Começa a frutificar com 4 a 5 anos após o plantio.

Mudas: As sementes são alongadas e recalcitrantes (perdem o poder germinativo rapidamente), por isso devem ser plantadas (escolher sempre as maiores) logo que retiradas da polpa. O substrato de germinação deve conter 300 gramas de calcário para 100 litros de terra de superfície + 50 % de matéria orgânica bem curtida. As sementes germinam com 25 a 60 dias, com índice de germinação de 80%. As mudinhas podem ser transplantadas com 10 cm ou 6 folhas definitivas, em sacos de 30 cm de altura e 15 cm de largura contendo substrato isento de calcário e enriquecido com 40% de matéria orgânica bem curtida, pois o calcário só favorece a germinação, mais inibe o crescimento da muda. Após o transplante as mudas devem ficar em sombreamento de 50% até atingirem 35 cm, quando devem ser transferidas para o sol pleno. As mudas crescem lentamente, ficando com 40 cm aos 15 meses de vida, quando já podem ser plantadas no local definitivo.

Plantando: O espaçamento em pleno sol ou na sombra deve ser de no mínimo 5 x 5 m entre plantas. As covas devem ter 50 cm nas 3 dimensões e ser preparadas com 3 meses de antecedência, adicionando aos 30 cm da terra da superfície 4 kg de composto orgânico bem curtido, 50g de farinha de osso e 1 kg de cinzas de madeira que tem potássio e beneficiará o crescimento. O plantio deve ser feito no inicio das chuvas em setembro e outubro. Nos primeiros 3 meses convém fazer uma irrigação com 10 l de água a cada 15 dias.

Cultivando: Não é exigente a irrigações freqüentes, mais requer que a coroa de onde foi plantada tenha cerca de 10 cm de cobertura morta (capim seco) para manter a umidade. Fazer podas de limpeza e formação no inverno eliminando os ramos que brotarem na base do tronco e os galhos cruzados ou voltados para o interior da copa. A adubação é feita com 500 g de cinza ou 150 g de cloreto de potássio no inicio da floração beneficia a circulação da seiva da planta e evita as pipocas ou bolhas na casca do fruto. Nos meses de novembro faz-se a adubação orgânica de 6 kg de composto orgânico bem curtido, abrindo-se valas de 06 cm de largura, 30 cm de profundidade e 1 m de comprimento na projeção da copa.

Usos: Frutifica nos meses de Dezembro a abril. Os frutos são adocicados, adstringentes e refrescantes, próprios para consumo in-natura. Até a casca pode ser consumida. A árvore é de belo efeito ornamental e não podem faltar no pomar de sua chácara ou fazenda e também estar presente em projetos de revegetação permanente. 

Plantas Curam

Bacupari é a grande esperança nas pesquisas contra o câncer

A fruta da região amazônica apresenta potencial três vezes maior do que o blueberry, fruta americana conhecida por ter um alto potencial antioxidante.


A pesquisadora Maria das Graças, da Universidade Federal de Minas, buscou nos livros de história o mapa para encontrar as frutas nativas do Brasil! Tesouros que brotam no mato.
O bacupari é uma grande esperança nas pesquisas contra o câncer. Essa fruta da região amazônia apresenta um potencial três vezes maior do que o blueberry, fruta americana conhecida por pesquisadores como tendo um alto potencial antioxidante.
Do mato para o laboratório: é esse o caminho para descobrir o poder das frutas nativas. E tem gente com essas preciosidades no quintal de casa.
Uma outra fruta é quente: pimenta de macaco. Para quem é do Cerrado o uso há gerações vem comprovando os benefícios da pimenta de macaco.


quarta-feira, 12 de outubro de 2016

Custos e coeficientes técnicos de produção de Amora Preta


Custos e coeficientes técnicos de produção

Na implantação de uma lavoura de amoreira-preta, no primeiro ano de implantação, os maiores custos referem-se ao preparo do solo e mão de obra de plantio e a aquisição da muda. No mercado o valor desta muda gira em torno de dois reais. A densidade de plantio padrão, recomendada, é de 4.762 plantas (0,7 x 3,0 m).
Um dos custos facultativos de instalação é o sistema de sustentação das plantas, que dependerá da escolha da variedade. Para variedades decumbentes, ou seja, que se arrastam no chão, sem apoio apropriado, haverá necessidade da aquisição de arames e postes de madeira ou outro material de suporte. Outro item facultativo é o sistema de irrigação, que em grande parte dos pomares inexiste. A manutenção das linhas de plantio limpas (capinadas) dependerá em grande parte de mão de obra paga.
A partir do segundo ano de plantio a lavoura já estará preparada para produção. Os maiores custos serão de mão de obra envolvida em atividades de poda de inverno, colheita, embalagem e poda verde. 
Investimentos com caixas de colheita, treinamento de pessoal, adequação do galpão de embalagem serão necessários. Se a produção for destinada à industrialização, os custos operacionais serão menores. Se o destino da produção for o mercado de fruta fresca, haverá necessidade de investimentos em estruturas de frio, ou seja, câmaras frias e transporte frigorificado para que o produto chegue ao mercado com o mínimo de perdas das características físicas (perda de peso) e químicas (sabor, teor de açúcares e nutricionais).
A amoreira-preta, depois de plantada, tem uma vida útil, ou seja, um período produtivo viável economicamente, ao redor de 15 anos. Portanto o custo da muda, o preparo do solo para o plantio e a estrutura de condução (mourões e arame), com participação significativa no custo total, são pulverizados ao longo da vida útil.