sábado, 14 de janeiro de 2017

Importância econômica da Cultura do Coco

Importância econômica da cocoicultura no Brasil

No Brasil, a cocoicultura é de fundamental importância, estimando-se que gera emprego e renda no processo de produção, além dos inúmeros empregos indiretos gerados ao longo da cadeia produtiva. Em termos de empregos gerados, estudos na área informam que 1 ha de coco ocupa, em média, 3 pessoas em emprego direto e que cada emprego direto gera 4 empregos indiretos. De posse dessa relação, e considerando a área colhida no Brasil em 2013, que foi de aproximadamente 257.462 ha, tem-se um total de, pelo menos, 772.386 empregos diretos e 3.089.544 empregos indiretos gerados ao longo da cadeia produtiva do coco.
A cultura é importante na formação do Valor Bruto da Produção (VBP) do Nordeste. Em 2011, o VBP da cocoicultura chegou a representar 2% do VBP gerado por toda agricultura nordestina. Se for considerado apenas o VBP gerado pelas culturas perenes, a cocoicultura respondeu, por 10% do total. Devido a sua importância estratégica na década de 70, o governo estimulou essa atividade agrícola, fornecendo crédito rural para operações de custeio e investimento, aprovando incentivos fiscais e modernizando a estrutura física em estradas.
Nas últimas décadas, surgiu no cenário nacional um crescente interesse por parte dos produtores de diversos estados brasileiros pela cultura do coqueiro-anão voltado para atender o mercado de água-de-coco, como por exemplo: Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, em virtude das possibilidades reais de mercado. Nesses estados, a cultura do coqueiro passou a constituir-se em mais uma alternativa agrícola, em função da rentabilidade desse agronegócio e a maior proximidade dos grandes centros consumidores, entre outros.
Com a expansão da cultura, o Brasil apresentou, entre 1984 e 2011, um incremento na área colhida de aproximadamente 110 mil hectares, dos quais, estima-se que 83% representados pela variedade de coqueiro-anão, 15% com coqueiro-híbrido e 2% com coqueiro-gigante. O deslocamento da cultura ocorreu, principalmente para o Norte e Sudeste (Tabela 1). Observa-se na tabela que a região Nordeste, em 1985, respondia por aproximadamente 94% da produção e 96% da área colhida com coco, e em 2011, participava com apenas 69,9% da produção e 81,1% da área total colhida. Em contrapartida, somando-se as produções das regiões Norte e Sudeste, observa-se que a participação destas, na produção total, passou de 5,6% para 28,1% entre 1985 e 2011. O aumento significativo tanto no porcentual de produção e, principalmente, de produtividade observado nestas regiões, pode ser atribuído entre outros fatores, à utilização de cultivares mais produtivas e à adoção de novas tecnologias de cultivo.
Tabela 1. Porcentuais de participação regional na produção e área colhida com coco, e evolução da produtividade, entre 1985 e 2011.
Região
Produção (%)
Área Colhida (%)
Produtividade (%)

1985
2011
1985
2011
1985
Nordeste
94,4
70,0
96,2
81,1
86,6
Norte
3,8
12,9
2,3
9,9
66,4
Sudeste
1,8
15,2
1,5
7,8
234,1
Fonte: IBGE, 2013.

Importância do coco-seco no Brasil

A exploração do coco-seco no Brasil apresenta grande importância socioeconômica, uma vez que é explorada, predominantemente,  por pequenos produtores com menos de 10 ha, localizados ao longo do litoral do Nordeste. Os frutos são colhidos com um ano de idade de maturação, dos quais se obtém o albúmen sólido, utilizado no consumo in natura ou pela indústria na produção de coco-ralado e leite-de-coco, na fabricação de bebidas, margarinas, ração animal, óleos, álcool graxo, ácido graxo, glicerina, solventes, além de outros produtos. O mesocarpo (parte fibrosa da casca-do-coco) é também um importante coproduto, utilizado na produção de fibras marrons longas e curtas. A fibra, devido às características de elasticidade, durabilidade e resistência à tração e à umidade pode ser utilizada como matéria-prima na agricultura, no controle de erosão, bem como, na fabricação de colchões, bancos de veículos, tapetes, cordas, entre outros, além de substratos orgânicos para uso em floricultura e hortifruticultura. O óleo-de-coco continua a ser a principal fonte de ácido láurico para as indústrias de detergentes e sabões, pelas suas características espumante, bactericida, germicida, e principalmente por ser biodegradável e, portanto, não poluidor do meio ambiente. Atualmente, devido a monolaurina, o ácido láurico passou a ser utlilizado na medicina, no controle dos vírus HIV e da herpes e de diferentes bactérias patogênicas. O ácido láurico é matéria prima para diversos produtos de uso rotineiro na indústria de química fina, cosméticos, domissanitários e até em alimentos, na forma de emulsificantes e estabilizantes naturais. Entra na fabricação de sabões e sabonetes e na produção de derivados, tais como, alcanolamidas ou amidas de ácido graxo de coco, álcool láurico e seus derivados, como o laurilsulfato de sódio e laurato de sorbitano. Todos esses produtos são tensoativos utilizados na indústria cosmética e de higiene pessoal, farmacêutica e domissanitária. A produção nacional de produtos derivados láuricos a partir do óleo-de-coco colocará em uma nova perspectiva de mercado o setor dermocosmético nacional, com maior competitividade na economia globalizada.
Em função das importações crescentes do coco-ralado, realizadas a partir da década de 90, o preço do coco-seco apresentou grande queda, não compensando na maioria das vezes o custo da colheita, afetando também o grau de investimento no setor, provocando diminuição na produção. Aliado a estes fatores, observa-se que os plantios atuais apresentam idade média avançada, estão sujeitos a problemas fitossanitários endêmicos e a déficits hídricos elevados durante grande parte do ano.  Para tentar diminuir as importações, o Sindicato dos Produtores de Coco do Brasil (Sindicoco) conseguiu, em julho de 2002, sensibilizar as autoridades da Câmara de Comércio Exterior (CAMEX), que, assessorados pelo Comitê Executivo de Gestão (GECEX), aprovou as Medidas de Salvaguardas do Coco, submetendo as importações de coco-seco a cotas estipuladas pelo governo. Estas medidas expiraram em meados de 2012, possibilitando assim o retorno da importação do coco-ralado. Para evitar essa nova ameaça, o SINDCOCO obteve junto ao governo federal a elevação da tarifa externa comum (TEC) de 10% para 55%, a qual incide sobre o produto em sua origem. Mas parece que essa medida do governo não surtiu o efeito desejado, pois, segundo o Sindicoco, o volume de importações do coco-seco ralado desidratado, entre janeiro e outubro de 2014, totalizou 20,5 mil toneladas do produto. Quantidade que representou aproximadamente 77% do consumo nacional aparente no referido período, o que reafirma a potencial ameaça que paira no cenário para a cocoicultura brasileira.

Importância do coco-verde no Brasil

O aumento significativo da demanda por água-de-coco, atribuído em parte ao crescimento da renda per capita e a um estilo de vida mais saudável, exigiu, nas últimas décadas, uma rápida expansão da produção para o atendimento dessa demanda. A utilização do coqueiro-anão, pelo seu alto poder produtivo, foi de fundamental importância para o aumento da produção e da produtividade, o que gerou inúmeras oportunidades de negócios no aproveitamento desse novo nicho de mercado, garantindo maior rentabilidade e atratividade para novos empreendimentos nesse agronegócio.
Estima-se que, atualmente, mais de 85.000 ha se encontram implantados com coqueiro-anão nas regiões brasileiras, o que refletiu no aumento das produtividades regionais. No Nordeste, entre 1984 e 2011, a produtividade e área colhida cresceram, respectivamente, 99% e 42% devido, principalmente, à alta produtividade gerada pelos plantios localizados nos perímetros irrigados nos estados nordestinos. No Sudeste, a produtividade e área colhida evoluíram 233% e 844%, respectivamente, no mencionado período, devido ao fato de os novos plantios realizados a partir de 1980 terem sido exclusivamente com coqueiro-anão. No Norte, a produtividade e área colhida evoluíram respectivamente 59% e 807% em função das condições edafoclimáticas favoráveis à cultura, do uso de cultivares mais produtivas (coqueiro-anão e híbridos) e da adoção de novas tecnologias de cultivo. Na região Centro-Oeste, a cocoicultura sempre se mostrou insignificante. A dificuldade da expansão da cultura nessa região deve-se, principalmente, à predominância das grandes propriedades agrícolas ligadas ao agronegócio; estas, altamente mecanizadas e dedicadas, prioritariamente, à produção de grãos para exportação, bem como as áreas ocupadas pela pecuária.
Tem-se observado nos últimos anos uma grande demanda para exportação da água-de-coco para os EUA e com potencial também para a Europa. Mas, em contrapartida, existe a ameaça do aumento da importação da água-de-coco concentrada, obtida a partir do coco-seco, proveniente de países asiáticos, diretamente para as indústrias nacionais, o que é preocupante por colocar em risco direto a atividade dos produtores de coco-verde no Brasil.


segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

Fruta do milagre (Miracle fruit) Synsepalum dulcificum



Imagine você consumir uma fruta de polpa ácida como um Limão, um Camu-Camu ou então um Cambuci e sentir que o sabor dessas frutas na verdade é adocicado e sem nenhuma acidez.  Mas isso seria possível?
Sim, é possível.  Basta que você alguns minutos antes saboreie uma Fruta-do-Milagre.  É que essa frutinha contém em sua polpa uma proteína chamada miraculina que ao entrar em contato com as papilas gustativas da língua inibe a nossa capacidade de saborear a acidez e o amargo dos alimentos. Dessa maneira as frutas ácidas e amargas tornam-se extremamente agradáveis ao paladar.  Essa fruta que ainda é novidade aqui no Brasil já é utilizada há séculos pelos africanos para adoçar seus alimentos e atualmente já é bem conhecida nos Estados Unidos e Europa onde são comercializados vários produtos confeccionados à base de sua polpa.
Synsepalum dulcificumA Fruta-do-Milagre (Synsepalum dulcificum) também conhecida internacionalmente como Miracle Fruit é nativa da África Ocidental e pertence à família das sapotáceas. É um arbusto de porte reduzido atingindo em média 1 metro de altura e inicia a produção de frutos com apenas 20 a 30 cm de porte. Seu crescimento é bastante lento e é multiplicado exclusivamente pelas sementes.  O conjunto das folhas, frutos e porte reduzido a tornam uma planta excepcional para cultivo em vasos podendo ser cultivada em locais a pleno sol e meia-sombra em áreas de pouco espaço onde frutificará várias vezes durante o ano. A planta inicia a produção em torno de 3 a 4 anos após a semeadura.
Essa espécie é ainda desconhecida pela maioria dos consumidores de plantas e seu cultivo está restrito a colecionadores de frutíferas raras.
Por ser uma planta de crescimento um tanto lento e bastante rara o custo da muda é relativamente alto em relação às espécies mais comuns.
Curiosidade: Essa frutífera já é conhecida nos meios botânicos desde o século XVIII quando o explorador francês Chevalier des Marchais em 1725 em expedição pesquisou essa espécie e outras nativas da África Ocidental.  A frutinha lhe chamou a atenção pelo fato dos nativos a mastigarem antes de consumirem os alimentos.
Luz: Pleno sol e meia-sombra.
Solos: Cultivar em solos preferencialmente ácidos com PH entre 4,5 a 5,8, em locais bem drenados.   
Origem: África Ocidental

Introdução

Imagine você consumir uma fruta de polpa ácida como um limão, laranja, abacaxi... e sentir o sabor dessas frutas adocicado e sem nenhuma acidez. 

Ou que tal experimentar um suco de maracujá sem açúcar? 

Como fazer isso? Basta que você saboreie alguns minutos antes uma Fruta-do-Milagre.

Essa frutinha contém em sua polpa uma proteína chamada miraculina que ao entrar em contato com as papilas gustativas da língua inibe a nossa capacidade de saborear a acidez e o amargo dos alimentos. 

Dessa maneira as frutas ácidas e amargas tornam-se extremamente agradáveis ao paladar.

Ainda novidade aqui no Brasil já é utilizada há séculos pelos africanos para adoçar seus alimentos e atualmente já é bem conhecida nos Estados Unidos e Europa onde são comercializados vários produtos confeccionados à base de sua polpa.

Miracle fruit (inglês)

História

A fruta-do-milagre é uma planta cultivada naturalmente em Gana (África Ocidental).

Foi documentada em 1725 pelo explorador Reynaud des Marchais durante uma expedição ao oeste de África. 

Marchais notou que as tribos locais usavam as frutas de uma planta e que as mastigavam antes das refeições.

Curiosidades

A baga do Milagre (Synsepalum dulcificum) tem um efeito muito incomum quando a fruta é absorvida pela língua. 

Faz alimentos e bebidas que normalmente tem gosto azedo ou amargo, ficarem com sabor doce. 

O sabor doce é semelhante ao de adoçantes artificiais. 

Se você mastigar a fruta, e depois comer um limão, não perceberá o gosto azedo em tudo, e sim que ele realmente tem gosto de limonada.
Observações

Recentemente, um novo produto chegou ao mercado, graças a uma pesquisa de cientistas japoneses. 

Comprimidos de Miracle Berry . As guias são comprimidas liofilizadas de Synsepalum dulcificum em forma de comprimido. 

Duram 12 meses ao contrário dos grânulos que só duram alguns dias.

A Miraculina agora está sendo produzida por plantas de tomates transgênicos.

Cultivadores de frutas também relatam uma pequena demanda de pacientes com câncer, porque o fruto supostamente neutraliza um gosto metálico na boca, que pode ser um dos muitos efeitos colaterais da quimioterapia.

Esta afirmação não foi pesquisado cientificamente, embora no final de 2008, um oncologista no Mount Sinai Medical Center em Miami, Flórida , começou um estudo, e até Março de 2009, teve apresentou um novo pedido de droga investigacional com a Food and Drug Administration EUA .


Porte

Chega a 6 metros em seu ambiente natural. 

Cultivada em vasos, não passa de 1,5m.



Folhas

Suas folhas são 5,10 cm de comprimento, 2-3.7 cm de largura e glabras



Flores

Marrons



Frutos

Pequeno fruto ovalado de 2 cm de comprimento, de polpa escassa e coloração vermelho-escalate.

Ambiguamente a fruta do milagre, que neutraliza o sabor ácido dos alimentos, tem ela mesma um gosto ácido



Sementes

Cada fruto contém uma semente.


Tipos de solo

Solo que retenha bom teor de umidade, adubado organicamente e ligeiramente ácido, com pH entre 4,5 para 5,8.

Clima

Ambiente livre de geadas e em sombra parcial com alta umidade. 

É tolerante à luz do sol seca, cheia e encostas.

Forma de plantio

Deve ser cultivada em vasos para melhor controle das condições que aprecia.

Espaçamento

4m

Profundidade

1 cm

Germinação

As sementes precisam de 14 a 21 dias para germinar. 

Sem o uso de hormônios vegetais , as sementes têm uma taxa de sucesso de 24% de germinação.

Irrigação

Deve ser irrigada com freqüência. Climas tropicais e subtropicais.

Pragas / Doenças

Na África, as folhas são atacadas por larvas de lepidópteros, e as frutas estão infestados com larvas de moscas-frutas. 

O fungo Rigidoporus microporus foi encontrado nesta planta.

Colheita

Inicia a frutificação a partir dos três anos de idade.
Partes utilizadas

Fruto

Utilização

A vida útil da fruta fresca é apenas 2-3 dias.

A polpa pode ser desidratada ou conservada em geladeira durante meses, mantendo as mesmas propriedades. 

Muito utilizada para "adoçar" frutas ácidas como limão, maracujá e muitas outras. 

Plantada em pequenos recipientes tem ótimo valor ornamental.




sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

Manejo de plantas daninhas na Ameixeira

Manejo de plantas daninhas

Entre os fatores que influenciam a quantidade e a qualidade dos frutos, o manejo do solo e o controle das plantas invasoras merecem atenção especial. No manejo do solo dos pomares é necessário que se mantenha um grau de controle das plantas daninhas que permita as frutíferas expressarem toda a capacidade produtiva. Principalmente nos períodos de brotação, floração, raleio e a fase compreendida entre o endurecimento do caroço e a maturação do fruto, a competição exercida pelas plantas invasoras deve ser mínima ou nula.
É recomendável que o solo dos pomares, na linha de plantas, ou seja, na área efetivamente explorada pelo sistema radicular das frutíferas, seja mantido livre de qualquer tipo de vegetação que possa competir com a ameixeira, principalmente, no período compreendido entre a floração e a maturação dos frutos, estendendo-se até a queda das folhas (Figura 25).
Foto: Luis Antônio Suita de Castro
Figura 25. Sintomas provocados por Xylella fastidiosa em folhas de ameixeira.

Controle mecânico e químico de invasoras

O controle das plantas invasoras pode ser feito de diferentes maneiras, devendo ser considerados alguns parâmetros tais como: espécies infestantes, período de infestação, fenologia das espécies infestantes e fenologia da frutífera. Com relação a este último item, na fase de formação dos frutos é muito importante que não haja concorrência por água e nutrientes, principalmente em solos com baixa fertilidade natural e pouco profundos.

Foto: Luis Antônio Suita de Castro
Figura 24. Aspecto na linha de plantas de um pomar de ameixeira sem competição de invasoras.
Em pomares localizados em áreas com declive acentuado (sujeitos aos processos erosivos) é aconselhável manter as entrelinhas relvadas para evitar o arraste de solo durante os períodos chuvosos. A vegetação nas entrelinhas deverá ser de porte baixo, ou mantida roçada durante a fase vegetativa da ameixeira.
A utilização de enxada rotativa também deve ser evitada, principalmente em solos com textura fina. Nestas condições este implemento desestrutura o solo, pulverizando-o. Após uma chuva, forma-se uma crosta na superfície do terreno, diminuindo a permeabilidade à água e ao ar, comprometendo o bom desenvolvimento da ameixeira e facilitando os processos erosivos.
Grades tipo off set podem ser usadas, desde que o solo esteja em condições de friabilidade.
Quando as entrelinhas são mantidas relvadas, a passagem das máquinas para a execução dos tratamentos fitossanitários e demais tratos culturais motomecanizados é facilitada.
Nas linhas de plantas, deve-se proceder o revolvimento de uma fina camada na superfície do solo. Esta prática, sempre que possível, deve suceder a adubação nitrogenada, promovendo a incorporação do adubo, evitando-se, assim, perdas por volatização e aumentando-se a eficiência do fertilizante, principalmente se for usada a uréia como fonte de nitrogênio. Convém salientar que o cultivo do solo não elimina a necessidade de adubação nitrogenada.
A eliminação das espécies invasoras deve se restringir à área explorada pelo sistema radicular das frutíferas. Em muito casos, dependendo das espécies invasoras, do regime de chuvas e da disponibilidade de mão-de-obra, a capina manual torna-se impraticável ou ineficiente. Uma capina eficiente seguida da aplicação de um herbicida pré-emergente (Tabela 4), permite, em certas situações, que a área tratada fique livre das plantas invasoras por um período superior a cinco meses.
Tabela 4. Herbicidas pré-emergentes utilizados no controle das plantas invasoras em pomares de ameixeira.
Herbicidas as pré-emergentes
Princípio ativo
Dosagem do produto comercial
DIURON (ou similar)
2,0 a 3,0 kgh a-1
SIMAZINA (ou similar)
1,5 a 3,0 kgh a-1
ORIZALINA
2,0 a 3,0 kgh a-1
Podem também ser utilizados herbicidas com ação pós-emergente (Tabela 5); neste caso, entretanto, as invasoras devem ter altura máxima de 25 cm. Geralmente, herbicidas pós-emergentes não têm ação sobre as sementes e são inativados pelos coloides do solo.
Tabela 5. Herbicidas pós-emergentes utilizados no controle das plantas invasoras em pomares de ameixeira.
Herbicidas as pós-emergentes
Princípio ativo
Dosagem do produto comercial
GLIFOSATE (ou similar)
1,5 a 4,0 Lh a-1
PARAQUAT (ou similar)
2,0 a 3,0 Lh a-1

Controle biológico de invasoras

O cultivo de leguminosas de inverno nas linhas de plantas dos pomares de ameixeira é uma prática que vem sendo adotada, por muitos fruticultores, nas últimas décadas. A ervilhaca (Vicia sp.) pode ser cultivada sob a copa das ameixeiras durante a fase de repouso hibernal da frutífera. Dependendo das condições locais e da cultivar de ameixeira, poderá haver competição entre a leguminosa e a frutífera na fase final de formação do fruto, com interferência negativa sobre a produção. Quando isto ocorre faz-se necessária a adoção de alguma prática de cultivo (capina, ceifa ou herbicida) para que seja interrompido o ciclo vegetativo da leguminosa.
Nas entrelinhas, o cultivo pode ser iniciado no outono. Deve-se evitar o cultivo com arado, particularmente de discos, devido aos danos causados no sistema radicular das plantas, o que reduz a produtividade e a longevidade do pomar.

CURIOSIDADES SOBRE AMEIXAS


Os primeiros escritos sobre a ameixeira datam dos anos 23 a 79 da era cristã. A teoria mais racional é a que supõe que o centro-oeste da Ásia foi o local de origem das plantas de ameixeira que desenvolveram-se nas primeiras variedades cultivadas, principalmente, porque ainda hoje, existem abundância de ameixeiras e seus moradores nativos comercializam ameixas secas, as quais são muito apreciadas.
Muitos botânicos indicam ser a ameixeira o núcleo central de divergência do gênero Prunus, que por sucessivas variações originou as diferentes frutas da família das Rosáceas.
Duas espécies principais abrangem a maiorias das cultivares atualmente existentes. Uma dessas é denominada Prunus doméstica (L.) e a outra é Prunus salicina Lindl.
Vários botânicos acreditam que Prunus doméstica L., vulgarmente conhecida como ameixeira européia, teve origem em uma região compreendida entre o sul do Cáucaso e o norte da Pérsia. Por ser cultivada há mais de 2.000 anos, é difícil determinar o local exato onde originou-se esta espécie. São árvores de forma piramidal que podem atingir até 12 metros de altura. Apresentam raízes compridas e pouco profundas. O tronco pode apresentar até 40 cm de diâmetro. Apresenta uma ou duas flores em cada gema, com pedicelo de 1 cm de comprimento, pétalas brancas ou branco-esverdeadas, ovaladas. As frutas têm forma, tamanho, cor e sabor variáveis segundo a variedade e a película é coberta por pruina azulada.
Acredita-se que a espécie Prunus salicina Lindl seja originária da China, embora conhecida como ameixeira japonesa. São árvores que podem atingir de 6 a 10 metros de altura, com troncos medianamente grossos. Os ramos são abertos e compridos. Apresenta três ou mais gemas pequenas por nó. Os brotos são glabros. As folhas têm de 6 a 15 cm de comprimento, com forma oblongo-ovalada ou oblongo-elíptica, glabras. O pecíolo pode ter de 1 a 2 cm de comprimento. Apresentam, normalmente, três flores por gema, podendo chegar a 4 ou 5. As pétalas são brancas, ovaladas e os estames em número de aproximadamente 25. Produzem frutas de diversos tamanhos e formas, com película fina, adstringente e com pouca pruina, apresentando várias colorações entre amarelo e vermelho, mas nunca azulada. A polpa é firme, de cor amarela, vermelha ou roxa, fibrosa, doce e aromática.
A ameixeira é uma das plantas frutíferas que mais se difundiu pelo mundo, sendo cultivada em várias condições climáticas devido às varias espécies existentes e ao resultado de hibridações ocorridas ao longo do desenvolvimento da cultura. Pode-se dizer que a ameixeira espalha-se por todo o Hemisfério Norte, com exceção de zonas onde o elevado calor dos trópicos ou extremo frio da zona polar são obstáculos ao seu desenvolvimento.

Ameixa medicinal

A ameixa é recomendada contra a prisão de ventre por seu alto poder laxativo. Consumida em excesso, pode irritar os rins. É rica em vitaminas do Complexo B, que evitam problemas de pele e reumatismo.Além disso são essenciais ao crescimento e fortalecem o cabelo, evitando sua queda.
Por causa de sua alta taxa de Fósforo, a ameixa é indicada em casos de fraqueza geral, principalmente quando há debilidade cerebral.
A ameixa seca, e portanto concentrada, é indicada para pessoas que desenvolvem trabalhos musculares, porque é altamente energética, fornecendo grande quantidade de calorias. E a fruta fresca é ideal no combate a hemorróidas.
Para combater a prisão de ventre, coloca-se ameixas secas de molho em um copo de água à noite. Logo na manhã seguinte tanto as ameixas como essa água devem ser ingeridas em jejum. Esse tratamento deve ser repetido por vários dias.
Seu período de safra vai de dezembro a fevereiro.
A ameixa fresca fornece, em cada 100 gramas, 47 calorias, conservando-se na geladeira por uma semana.
Fonte: www.geocities.com

ameixa,quantas são

Vários frutos são conhecidos com o nome de ameixa.
São eles:
Eryobotrya japonica, a nêspera
Prunus domestica
Prunus salicilina, a ameixa-japonesa

Descrição
A ameixa considera-se oriunda das terras do baixo Danúbio, da Pérsia, da Arménia e do Cáucaso. As cultivações sírias, em volta de Damasco, alcançaram grande fama. Através dos gregos e dos romanos, também as ameixas chegaram até nós, embora os romanos só as cultivassem mais tarde. Diz-se que em 812, Carlos Magno, mandou plantar ameixeiras, de diversas espécies, nas suas propriedades imperiais. Hoje, as ameixas desfrutam de uma popularidade geral.
A ameixa autêntica (Prunus domestica) tem diversos nomes, nas várias regiões. Pertence à família das Rosáceas.
O abrunho (Prunus insititia), também chamado de abrunho grande, abrunho de enxertar, é diferente da ameixa autêntica. Difere sobretudo pelo fruto, esférico e de cor violeta escura, com o caroço chato, em vez de pontiagudo, como na verdadeira ameixa.
As ameixas devem ser comidas cruas, em grande quantidade; são também um alimento culinário, para conserva, geléia e doce em pasta. Além deste interesse como alimento, têm um significado muito mais justificado como remédio dietético médico.
Fonte: pt.wikipedia.org

ameixa,OTIMO ALIMENTO

A ameixa é um alimento nutritivo de baixo valor calórico, seja quando ingerida em saladas de frutas, assados, compotas, pudins ou pratos de carne. A ameixa fresca tem em média somente 36 calorias e é uma boa fonte fibras importantes para a dieta.
Fornece, além disso, boas quantidades de diversos nutrientes, entre eles vitamina C e potássio. As ameixas frescas não amadurecem depois de colhidas. Antes de comprá-las verifique o brilho da casca e se a fruta está levemente macia. A cor, varia muito de uma variedade para a outra e pode não ser um bom indicador de amadurecimento.
As ameixas passadas tendem a ficar moles, com a casca machucada ou descolorida. As ameixas firmes podem ser guardadas por um ou dois dias, à temperatura ambiente, para amolecerem.
Fonte: culinaria.terra.com.br

AMEIXA PECULIARIDADES

Fruto de ameixeira, família das rosáceas, a ameixa, de cor roxa-escura, vilácea, vermelha ou amarela, é carnosa e suculenta, e seu caroço é quase liso. A ameixa tem alto valor nutritivo. É rica em açúcar, sais minerais e algumas vitaminas.É um ótimo alimento, pois funciona como laxante natural
Curiosidade
No Japão é muito usado o "umeboshi", que é a ameixa salgada em conserva. A Califórnia é a principal região produtora de ameixa. Na América do Sul, os maiores produtores são a Argentina e o Chile. 100 gramas de ameixa fresca fornecem 47 calorias. Rica fonte de niacina, fibras, vitamina C e mineral potássio. A ameixa seca é muito utilizada na prevenção e tratamento de prisão de ventre.
Dica
A ameixa seca tem várias aplicações em caldas, sorvetes, pudins, musses bolos, tortas, refrescos e licores. Além disso, combina muito bem com pratos salgados. Para congelar ameixas, corte-as ao meio. Retire os caroços, armazene em sacolas plásticas, retirando o máximo de ar que conseguir. Elas podem ficar congeladas até 1 ano. As ameixas ficam moles quando congeladas.
Propriedades Nutricionais
A ameixa tem alto valor nutritivo. É rica em açúcar, sais minerais (cálcio, fósforo e ferro) e algumas vitaminas. As frutas secas e sementes repõem nutrientes minerais como ferro, zinco, potássio e vitaminas.
Propriedades Medicinais
A ameixa é recomendada contra a prisão de ventre por seu alto poder laxativo. É rica em vitaminas do Complexo B, que evitam problemas de pele e reumatismo.Além disso são essenciais ao crescimento e fortalecem o cabelo, evitando sua queda.
Como Comprar
Procure frutos bem cheios, lustrosos e com a polpa que ceda ligeiramente à pressão delicada dos dedos. A coloração pode mudar, dependendo da variedade, do amarelo-esverdeado ao roxo. As ameixas passadas tendem a ficar moles, com casca machucada ou descolorida, e, às vezes, vazam sumo.
Como Armazenar
Para Conservar em bom estado por 3 a 5 dias, guarde em sacos plásticos na gaveta da geladeira sem lavar. Lave a ameixa apenas na hora em que for consumir. As ameixas firmes podem ser guardadas por um ou dois dias, à temperatura ambiente, para amolecerem.
Como Preparar
A ameixa pode ser consumida fresca, seca ou como geléias. Coma com a mão ou sirva cortada em fatias/pedaços, com ou sem casca, com ou sem açúcar. Use em saladas de frutas ou para preparar sobremesas, molhos, geléias ou bolos.
Fonte: www.hortifruti.com.br

AMEIXA caracteristicas

Nome Científico: Prunus sp.
Família: Rosaceae
Nomes Comuns: Ameixeira japonesa (Prunus salicina Lindl.), ameixeira européia (Prunus domestica L.), “plum” e “ciruelo”.
Origem e Dispersão: As ameixeiras japonesas são originárias da China e as ameixeiras européias são, provavelmente, originárias do Sul do Cáucaso (Ásia Menor).
Clima e Solo: A temperatura é o fator climático mais importante para a ameixeira, afetando sua distribuição geográfica. As ameixeiras européias são mais exigentes em frio hibernal do que as japonesas; devido a isto, seu cultivo fica restrito às regiões mais frias do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina.
Propagação: Normalmente, a ameixeira é propagada por enxertia de borbulhia (T normal ou invertido) sobre porta-enxertos de pessegueiro oriundos de sementes, ou seja, da mesma forma que o pessegueiro e a nectarineira. Porém, também podem ser utilizados outros métodos como a estaquia, a mergulhia de cepa, etc., embora a capacidade de enraizamento seja bastante váriável com o cultivar.
Variedades: No Brasil, a maioria dos plantios com ameixeira é feita com ameixeiras japonesas por serem menos exigentes em frio. As ameixeiras européias, basicamente, são representadas pelos cultivares D’Agen e Stanley, que apresentam epiderme roxa-clara e azulada, respectivamente, com polpa amarela e firme.
Utilização: As ameixas japonesas são utilizadas, basicamente, para consumo “in natura”, embora também possam ser industrializadas sob diversas formas.
As ameixas européias são utilizadas para consumo “in natura” e, principalmente, industrializadas na forma de passas.
AMEIXA DE MADAGASCAR
Nome científico: Flacortia indica Merr.
Família: Flacourtiaceae
Origem e dispersão
Flacortia indica Merr. é a espécie desta frutífera asiática, anteriormente conhecida como Flacortia ramontchi. Sua origem possível é na Índia ou em Madagascar, que originou seu nome comum. Outras espécies como F. inermis, F. jangomas e F. rukan, também originadas da Ásia são confundidas com ela.
Clima e solo
Adaptada a condições tropicais e vários tipos de solo, suporta geadas fracas.
Propagação
A propagação vegetativa (estacas ou enxertia) pode ser feita e é recomendada, pois assim pode-se plantar mais mudas femininas para poucas masculinas. Da propagação por sementes, pode decorrer muita planta masculina, improdutiva.
Utilização
O fruto pode ser consumido fresco, mas também em geléias, doces e sucos. A planta é indicada como boa para quebra-vento.
Fonte: www.todafruta.com.br

Ameixa curiosidades

A ameixa é uma fruta redonda com caroço produzida por uma árvore da família das Rosáceas. Dentre as mais de 100 variedades existentes, as mais conhecidas você encontra nas cores vermelha, amarela e roxa. De sabor doce, ligeiramente mais ácida na parte da polpa proxima ao caroço, pode ser consumida fresca, seca ou utilizada na preparação de geléias e outros tipos de doce. A ameixa seca é usada para a preparaçãoi de caldas, sorvetes, pudins, musses, bolos, tortas, refrescos e licores. Além disso, combina muito bem com pratos salgados.
Embora a ameixa seja uma fruta macia, ela só é boa para o consumo enquanto está firme, com aparência fresca e cor viva, sem partes moles, manchadas ou machucadas. Para que a ameixa se conserve me bom estado por vários dias, guarde-a em saco plástico na gaveta da geladeira sem lavar. Lave apenas na hora em que for consumi-la.
Destaque Nutricional
Rica em açúcar, sais minerais (cálcio, fósforo e ferro) e algumas vitaminas, é um ótimo alimento, pois funciona como laxante natural.
Porção : 100g
Kcal : 54.0
HC : 13.5
PTN : 3.8
LIP : 0
Colesterol : 0
Fibras : 1.95
Fonte: batuquenacozinha.oi.com.br
Nome popular: ameixa, ameixa-preta.
Família: rosáceas.
Parte usada: fruto maduro e parcialmente dessecado.
Composição química: açúcares (principalmente glicose), dextrinas, pectina. Ácidos málico e tartárico. Água.
Indicações: laxativo, para regular a circulação intestinal e o apetite. Utilizado como edulcorante para corrigir o paladar de certos medicamentos.


USO MEDICINAL
Graças ao seu conteúdo em fibra (especialmente pectina), carboidratos, magnésio, sódio e potássio, a ameixa é laxativa, recomendando-se contra a prisão de ventre obstinada.
Médicos afirmam que a ameixa fresca é um magnífico agente terapêutico contra as enfermidades causadas pelos ácidos e associadas às hiperlipidemias, principalmente pelo ácido úrico, tais como o reumatismo, a artrite, a gota; a arteriosclerose, a nefrite etc; ácidos e/ou gorduras originados por uma alimentação excessiva, à base de proteínas, gorduras saturadas e colesterol.
A ameixa fresca é indicada contra as hemorróidas e a hipocondria.
Diurética como é, recomenda-se contra as afecções de caráter inflamatório das vias urinarias.
É, ainda, "desobstruente" do fígado, "depurativa" do sangue e "desintoxicante" do aparelho digestivo, pelo que se emprega com êxito nas afecções febris do estômago e do intestino.
No tratamento das afecções das vias respiratórias (anginas, catarros etc.)
Valor Alimentício
A ameixa, consumida ao natural, fresca, seca ou demolhada, é um alimento saboroso e saudável. É também muito apreciada em compotas, geléias, sopas, purês, ou em mistura com figos secos, passas de uvas ou nozes raladas. Por suas propriedades laxativas, convém aos intestinos preguiçosos. Mesmo crianças pequenas podem beneficiar-se da "água da ameixa" em caso de prisão de ventre.
A ameixa, conforme a variedade, apresenta algumas diferenças de valor nutricional. Por exemplo, a ameixa-vermelha é rica em provitamina A, ao passo que as outras variedades são relativamente pobres. A ameixa-amarela é, por sua vez, mais doce e energética, além de conter um pouco mais de proteína. A ameixa-preta apresenta elevada atividade aquosa, sendo a mais apropriada para o tratamento das afecções urinárias.

sábado, 17 de dezembro de 2016

Irrigação na Ameixeira (ameixa)


Irrigação

Na decisão do manejo de água, um dos fatores de maior influência é a característica do sistema radicular da planta, que determina o volume de solo a ser explorado para absorção de água e de nutrientes. O sistema radicular de espécies frutíferas, como macieira, pereira e prunóideas, de maneira geral, é bastante semelhante. Atinge profundidade máxima de um a dois metros, ocupa por planta, uma área de 10 a 20 m2 e apresenta a zona de maior concentração de raízes absorventes entre 0 e 50 cm de profundidade. Existem variações entre espécies e cultivares, acentuadas por diferenças de idade e condução das plantas, como poda e espaçamento, assim como, tipo e manejo do solo.
O efeito da irrigação no crescimento de raízes de frutíferas, apesar de variar de acordo com a espécie, com a cultivar e com as condições de solo, geralmente, resulta em maior concentração de raízes nos primeiros 15 cm de solo e redução de raízes em 15 cm a 30 cm de profundidade. Plantas formadas em solos bem irrigados ou com mulching têm menor capacidade de resistência às secas por causa da superficialidade do sistema radicular, quando não irrigadas.
O método de irrigação também exerce influência na distribuição das raízes: irrigação localizada em um só ponto tende a concentrar o desenvolvimento de raízes próximo a esse ponto, num raio de 30 cm a 40 cm.

Períodos críticos em relação ao déficit hídrico

As fases nas quais as plantas são sensíveis ao estresse hídrico são identificados basicamente por grande atividade fisiológica.
Após o período de dormência, a retirada de água do solo pela planta aumenta à medida que os ramos se desenvolvem e a área foliar é ampliada.
Posteriormente a floração, a multiplicação celular é muito grande porque é o número de células que determina o tamanho final dos frutos. A falta de água nesse período reduz o número de células, comprometendo o tamanho dos frutos. Terminada a divisão celular, nos frutos inicia-se a fase de aumento do volume das células. Nesse período, a etapa mais crítica ocorre duas a três semanas antes da colheita.
Outra fase crítica dá-se durante a diferenciação das gemas, que ocorre após a colheita. Nesse período, a atividade radicular é muito grande, uma vez que a planta armazena as reservas de nutrientes que irá utilizar no florescimento e na brotação, definindo a carga de frutos para a próxima estação. Essa é a fase mais importante no controle da umidade do solo, em razão de que, em condições de baixa umidade, há comprometimento da absorção de nutrientes pela planta, impedindo que ela entre, adequadamente nutrida, na fase de dormência.

Manejo da irrigação

O manejo da irrigação consiste em determinar a época e a quantidade de água a ser fornecida aos cultivos. Existem diferentes métodos, que variam quanto ao uso de instrumentos, custo de implementação, necessidade de dados meteorológicos e eficiência de aplicação, entre outros fatores.
Irrigação por aspersão: Apesar de não ser o método mais indicado para pomares já formados, é muito empregado na produção de mudas (Figura 20). Consiste na dispersão de água sobre a cultura, utilizando-se um conjunto de moto-bomba, tubulação, aspersores e acessórios.
As principais vantagens são: não necessitar de sistematização do terreno; pode ser utilizado em solos com quaisquer taxas de infiltração ou retenção de água; e não apresentar perdas na condução ou por escoamento superficial, quando bem manejado. Além disso, exige pouca mão-de-obra, apresenta facilidade de montagem, não dificulta o preparo de solo, pode ser instalado no pomar já implantado, ser automatizado, (operarando 24 horas por dia), e usado na prevenção de danos por geadas e possui grande variedade de opções de equipamentos.
Foto: Luis Antônio Suita de Castro
Figura 20. Irrigação de viveiro de produção de mudas de ameixeira utilizando o método de aspersão.
O método apresenta como principais desvantagens: altos volumes de aplicação; baixo rendimento; altas pressões para funcionamento e, conseqüentemente, o consumo de muita energia. Também molha toda a área e a folhagem das plantas; tem alto custo de implantação; utilização limitada pelo vento; e necessidade de água de boa qualidade.
Irrigação de superfície: Dos métodos utilizados, o de sulcos é o que apresenta maior aplicação em fruteiras. Apresenta como desvantagens a dificuldade de circulação de máquinas, a manutenção dos sulcos e a grande necessidade de mão de obra.
Irrigação localizada: Caracteriza-se por adicionar água ao solo com maior frequência e em volumes menores, oferecendo umidade adequada à região onde as raízes se distribuem.
As principais vantagens do sistema para fruteiras são: proporciona maior produtividade com menores volumes de água aplicados; utiliza baixa pressão na operação; não molha as folhas das plantas; opera em cultivos implantados em solos de baixa capacidade de infiltração (argilosos); pode-se aplicar fertilizantes junto com a água; não necessita de nivelamento do solo; não apresenta limitações de topografia; pode ser automatizado é de elevada eficiência de aplicação, (pois molha somente a área junto ao gotejador, o que reduz o aparecimento de ervas daninhas); possibilita o uso de água com teores de sais mais elevados do que nos métodos de aspersão; e necessita de pouca mão de obra para seu funcionamento.
Principais desvantagens: os custos de implementação, a ocorrência de entupimentos (por fatores biológicos, químicos e físicos) e o acúmulo de sais nas laterais do bulbo úmido; não pode ser utilizado no controle de geadas; e necessita de experimentação local para maximizar os resultados com o sistema.

Viabilidade econômica da irrigação

Todos os métodos, quando bem utilizados devem apresentar resultados semelhantes quanto à produtividade da cultura. A escolha do método deve ser acompanhada de análise que leve em conta os fatores técnicos relacionados aos fatores econômicos do investimento. Em regiões sujeitas a períodos de estiagem, o uso de irrigação suplementar na cultura da ameixeira pode proporcionar benefícios ao produtor.
No Sul do Brasil, a suplementação de água nos pomares, por meio da irrigação, tem sido feita de forma simples e com baixa tecnologia. Mesmo nesses casos, tem-se observado reação positiva das plantas, particularmente em relação ao aumento do diâmetro dos frutos.